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sábado, dezembro 07, 2024

Do They Know It's Christmas - 40 anos

 


O single 'Do They Know It's Christmas' foi lançado no Reino Unido no dia 7 de dezembro de 1984. A edição da imagem é a portuguesa e inclui algumas particularidades curiosas.
Desde logo, na capa, a indicação, no canto inferior esquerdo, "A favor das crianças da Etiópia", num claro esforço de sensibilizar o público português para a causa.

Na contracapa, em vez da fotografia de grupo de todos os que participaram na gravação da música, presente na edição inglesa, surge uma listagem de artistas que supostamente fariam parte da Band Aid. E aqui podemos encontrar algumas curiosidades:

- Annie Lennox aparece na lista embora, na verdade, a vocalista dos Eurythmics não tenha chegado a participar devido a problemas de voz;

- Os Culture Club surgem como Culture Clube, com uma letrinha a mais no final. Aqui ainda não podíamos culpar o corretor automático;

- Os Frankie Goes To Hollywood são referidos como Frankie G. T. H.. Havia que fazer opções do ponto de vista gráfico e ninguém pediu à banda de Holly Johnson um nome tão comprido. Já agora, Holly também não participou na gravação do tema por razões de saúde (uma constipação, como se pode ouvir numa conversa telefónica com Bob Geldof, incluída no documentário da BBC "The Making of Do They Know It's Christmas").

- Paul McCartney foi outro dos artistas a não poder estar presente. Tanto Paul como Holly Johnson deixaram mensagens em "Feed The World", que ocupa o lado B do single;

- Também os Status Quo foram vítimas da composição gráfica ao verem apenas o "Quo" a constar da lista;

- A referência mais bizarra é a uns tais de The Young Ones, talvez uma banda de que nunca tinha ouvido falar, pensei eu, mas que não era senão o título de uma sitcom britânica onde pontificava um tal de Nigel Planer, ator que também é entrevistado no dia de gravação do tema e que andava pelo estúdio, basicamente, a fazer da personagem que interpretava na série. Podemos conferir isso no tal documentário que referi ali atrás.

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

HOLLY JOHNSON (58)

Entrar a matar é uma expressão idiomática que se aplica na perfeição aos Frankie Goes To Hollywood. Estávamos em 1983, e este grupo de rapazes de Liverpool via Relax, o seu primeiro single, ser banido da BBC por, na opinião da estação britânica, conter palavras e ser acompanhado de um teledisco com algum conteúdo homossexual explícito que ofendia a moral e os bons costumes da terra de Sua Majestade. A história é sempre a mesma: quanto maior é a polémica, maior é a atenção e, provavelmente, o sucesso. E foi o que sucedeu aos Frankie, que, liderados pela voz peculiar de Holly Johnson, marcaram de forma indelével a primeira metade dos anos 80. Da heresia à redenção foi um pequeno passo e logo em novembro de1984, ouvimo-lo cantar a balada romântica - transformada por via das circunstâncias em single de Natal - The Power of Love, cujo maior azar foi ter coincidido no tempo com uma tal de Do They Know It's Christmas. Resultado: o single dos Frankie apenas se aguentou uma semana no 1.º lugar da tabela de vendas.
Após a dissolução da banda, Holly Johnson iniciou uma carreira a solo, com os singles Love Train e Americanos a conseguirem algum sucesso. Atualmente, o músico mantém a atividade musical, marcando presença em festivais um pouco por toda a Europa. O mais recente álbum de estúdio data de 2014 e chama-se Europa. Hoje, Holly Johnson completa 58 anos. Parabéns! 

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Dia Mundial da Luta contra a SIDA

No dia em que se celebra a luta contra o síndrome da imunodeficiência adquirida, recordamos dez artistas que contrairam o vírus HIV. O modo como foram atingidos por esta fatalidade pouco ou nada interessa. O importante é alertar para o facto de que, apesar de se ouvir falar muito menos sobre esta doença do que nos anos 90, ela existe, ela está aí, e é incurável. A maior parte destes artistas já nos deixou, mas vivem para sempre nos nossos ouvidos.


andy bell (1964, erasure)
antónio variações (1944-1984)
dan hartman (1950-1994)
freddie mercury (1946-1991, queen)
holly johnson (1960, frankie goes to hollywood)
jermaine stewart (1957-1997)
jimmy mcshane (1957-1995, baltimora)
ofra haza (1957-2000)
renato russo (1960-1996, legião urbana)
ricky wilson (1953-1985, b-52's)

domingo, abril 10, 2011

Grupo X: Morrissey, naturalmente!

Com alguma facilidade, Morrissey venceu o grupo X, e último, da primeira fase da eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80. Surpreendente foi, para mim, a chegada de Paddy McAloon (Prefab Sprout) ao segundo lugar, num grupo em que vozes tecnicamente mais poderosas ficaram pelo caminho. Mas ainda bem que assim acontece porque é sinal que a música ainda nos surpreende. Obrigado  todos pela participação. Brevemente, teremos notícias sobre a segunda fase!

Total de votos: 92
morrissey (smiths) - 22 (23%)
paddy mcaloon (prefab sprout) - 16 (17%)
david byrne (talking heads) - 11 (11%)
klaus meine (scorpions) - 10 (10%)
john bongiovi (bonjovi) - 10 (10%)
stevie wonder - 7 (7%)
terence trent d'arby - 5 (5%)
andy bell (erasure) - 4 (4%)
holly johnson (fgthollywood) - 4 (4%)
james hetfield (metallica) - 3 (3%)

terça-feira, abril 05, 2011

Voz Masculina dos Anos 80 - Grupo X


A primeira fase da eleição Melhor Voz Masculina dos Anos 80 está a chegar ao fim. Este é o último grupo de dez vozes para elegermos as cinco melhores que passarão à próxima fase. Podem votar na vossa preferida na barra lateral. Obrigado!

Na imagem:
terence trent d'arby
andy bell (erasure)
klaus meine (scorpions)
james hetfield (metallica)
stevie wonder
paddy mcaloon (prefab sprout) 
morrissey (smiths)
john bongiovi (bonjovi)
david byrne (talking heads)
holly johnson (fgth)

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

HOLLY JOHNSON (51)

Na sua voz, The Power Of Love é provavelmente a canção pop de Natal mais bonita de sempre. Holly Johnson é um ícone da música dos anos 80, primeiro como frontman dos Frankie Goes To Hollywood, depois a solo, com canções bem dançáveis como Love Train e Americanos, incluídas do seu primeiro registo a solo, Blast (1989).

Em 1991, ficou a saber que era seropositivo, logo após a edição do seu segundo álbum, Dreams That Money Can't Buy (1991). Só em 1993 anuncia publicamente a sua doença, numa altura em que já se tinha retirado da música e dedicado definitivamente à pintura.

Em 1994, publica a sua autobiografia, intitulada A Bone In My Flute. No mesmo ano grava Legendary Children (All Of Them Queer), que dedica a toda a comunidade gay como agradecimento pelo apoio à sua carreira musical. Trabalhou com Ryuichi Sakamoto, antes de editar, em 1999, o seu terceiro álbum a solo até à data: Soulstream (1999).

Actualmente, vive dedicado às artes plásticas (vejam-no aqui a apresentar uma litografia do seu cãozinho falecido). Em 2004, a VH-1 tentou voltar a juntar os FGTH para uma única aparição, através do programa Bands Reunited. A coisa não correu bem, precisamente "graças" a... Holly, de quem ficou uma imagem de não ser uma pessoa muito fácil de lidar. Hoje, completa 51 anos. Parabéns, Holly!

 Frankie Goes to Hollywood - Relax, Don't Do It
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