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domingo, maio 05, 2013

IAN MCCULLOCH (54)

A novidade mais recente dos Echo & the Bunnymen, no que à edição discográfica diz respeito, é o álbum The Fountain, editado em 2009. É algum tempo, sim senhor, mas a banda que Ian Mcculloch e Will Sergeant insistem em manter de pé - e muito bem, a avaliar pela prestação, em 2012, na Serra do Pilar, em VN de Gaia - mantém uma vitalidade assinalável, com uma agenda de concertos bastante preenchida. Ainda ontem, tocaram em Dublin, no Festival de Camden Crawl, onde foram cabeças de cartaz.
Ian McCulloch, com quatro álbuns de originais a solo no currículo, o último dos quais lançado em 2012, em grande parte financiado pelos fãs, através da Pledgemusic - Pro Patria Mori -, surgiu em 2010 ao lado de James Dean Bradfield, dos Manic Street Preachers, na belíssima Some Kind Of Nothingness, incluída no último álbum da banda galesa. Hoje, o vocalista dos Echo & the Bunnymen completa 54 anos. Parabéns!

quarta-feira, julho 04, 2012

Echo & the Bunnymen em V. N. de Gaia

Foi com uma magnífica vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto como pano de fundo que os Echo & the Bunnymen regressaram aos palcos portugueses, trinta anos depois de terem atuado em Vilar de Mouros. A noite estava fria, mas o recinto na Serra do Pilar quase encheu com uma multidão de indefetíveis da onda rock alternativa dos anos 80. Da banda original restam Ian McCulloch e Will Sergeant, a força motriz da banda que, nos anos 80, contava ainda com Les Pattinson (agora membro dos Wild Swans) e Pete de Freitas (falecido em 1989).
Para mim, foi o completar de mais uma etapa dessa tarefa árdua de ainda conseguir ver ao vivo uma série de bandas que povoaram a minha adolescência. Por isso é fácil imaginar a alegria que me encheu a alma no sábado ao ver os Echo & The Bunnymen - estão naquele patamar onde convivem bandas como os The Smiths, os Jesus And Mary Chain ou os The Sound - desfilarem uma série de músicas que fazem parte da banda sonora da minha vida. De Do It Clean a The Cutter, passando por Bring On The Dancing Horses, The Killing Moon e Seven Seas, a setlist centrou-se no catálogo das banda dos anos 80 e a malta não se queixou. A voz de Ian McCulloch permanece angelical, como se o tempo não quisesse nada com ela, e o senhor até se mostrou mais comunicativo do que eu julgava. A setlist completa pode ser vista aqui. Para mais fotos, visitem a página do facebook do Queridos Anos 80.

domingo, fevereiro 06, 2011

Grupo II: no surprises...

Foi sem surpresas que vi Peter Murphy ganhar este segundo grupo da eleição da Melhor Voz Masculina dos Anos 80. Martin Gore, não sendo o vocalista principal da sua banda, surge aqui em segundo lugar, numa prova de apreço da parte dos fãs pela sua voz doce e melodiosa. Depois, os veteranos (já nos anos 80) Joe Cocker e Mick Jagger, sendo seguidos por Sammy Hagar, a voz potente dos Van Halen. Estão assim apurados mais cinco vozes para a fase seguinte. Obrigado a todos os que votaram. Vem aí o grupo III.

Total de votos: 141
peter murphy - 37 (26%)
martin gore - 27 (19%)
joe cocker - 20 (14%)
mick jagger - 16 (11%)
sammy hagar - 13 (9%)
ian mcculloch - 10 (7%)
wayne hussey - 8 (5%)
joe elliott - 5 (3%)
shane macgowan - 3 (2%)
feargal sharkey - 2 (1%)

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Voz masculina dos anos 80 - Grupo II

Arranca hoje a votação para o Grupo II. Já sabem, o voto é na barra lateral. Só têm de escolher a vossa voz preferida do conjunto destes dez senhores. Eu tenho um palpite de quem vai ganhar, nas calmas, este grupo, mas não vou dizer. Não quero ser acusado de influenciar a votação. Os cinco primeiros passam à fase seguinte.
Na imagem:
Mick Jagger
Wayne Hussey
Joe Cocker
Martin Gore
Ian McCulloch
Peter Murphy
Sammy Hagar
Joe Elliott
Feargal Sharkey
Shane MacGowan

sexta-feira, maio 05, 2006

IAN MCCULLOCH (47)

Wear your guilt like skin and keep your sins disguised


Serve o presente post para assinalar o quadragésimo-sétimo aniversário de uma das mais importantes personalidades da música dos últimos 25 anos: Ian McCulloch. Se estão à espera de uma dissertação sobre os Echo & the Bunnymen, podem parar por aqui. Falar sobre uma das minhas bandas preferidas de sempre merece um tipo de disposição que hoje não tenho e uma dedicação que hoje não posso dar. Porque Ian faz hoje anos e porque ele tem uma carreira a solo também ela apaixonante, o post de hoje é a ele dedicado.

O seu primeiro álbum a solo chama-se Candleland e data de 1989, altura em que decide deixar os Echo & the Bunnymen. É um dos poucos casos em que a aventura a solo não desilude após uma tão enorme qualidade na banda que liderou durante mais de 10 anos. O disco é um todo coerente que não fica atrás do que de melhor os Echo produziram, e merece ser devorado meticulosamente, particularmente em momentos como The Flickering Wall, Proud To Fall, The Cape, Candleland ou I Know You Well .

Em 1992, e numa altura em que os Echo & the Bunnymen já tinham manchado para sempre o nome da banda, gravando com novo vocalista, Ian McCulloch lançou o seu segundo trabalho a solo, Mysterio. Não tão forte como o seu antecessor, Mysterio tem, mesmo assim, um conjunto de canções que valem a pena, das quais se destacam Magical World, Close Your Eyes, Heaven's Gate e a magnífica versão do original de Leonard Cohen, Lover Lover Lover.

O resto da década de 90 não mais viu um disco a solo de Ian. Dedicado à família, à educação das filhas e afectado pela morte do pai, afastou-se da indústria discográfica... até ao momento em que o seu companheiro de sempre nos Echo, Will Sergeant, se juntou a ele para formarem o projecto Electrafixion, que lançou, em 1985, o álbum Burned. Pouco tempo depois, Les Pattison, o baixista dos Echo juntou-se-lhes e... voilà: estavam ressucitados os Echo & the Bunnymen, ainda com a saudade da perda de Pete de Freitas (1989).

A banda editou três álbuns entre 1997 e 2001, e, algo surpreendentemente, em 2003, Ian McCulloch surge com o seu terceiro disco a solo, intitulado Slideling.