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quarta-feira, janeiro 24, 2018

Nomes de bandas: Sonic Youth, Dead or Alive, Orchestral Manoeuvres In The Dark

Sonic Youth
Foi o líder dos Sonic Youth, Thurston Moore quem teve a ideia de combinar a palavra Sonic, alcunha de Fred Smith, dos MC5, com Youth, um termo muito em voga na altura, principalmente em bandas reggae, e que remete, desde logo, para o DJ jamaicano Big Youth.



Dead Or Alive
Depois de ter pertencido aos The Mystery Girls, que apenas realizaram um concerto, Pete Burns fundou os Rainbows Over Nagasaki, que rapidamente se fixaram como Nightmares in Wax (editarem um EP de três músicas).
Em maio de 1980, momentos antes duma sessão de gravação na rádio, Burns decidiu mudar o nome da banda para Dead Or Alive, invocando o desejo de não ver o seu grupo associado a um certo movimento de bandas arty que, então, florescia em Liverpool e que tinha nos Echo & the Bunnymen ou nos Orchestral Manoeuvres in the Dark dois dos seus maiores exemplos.


Orchestral Manoeuvres In The Dark
Numa entrevista ao The New York Times Magazine, de 10 de maio de 2013, Andy McCluskey revela que o nome da banda surgiu de um conjunto de letras e ideias para canções que tinha rabiscadas nas paredes do seu quarto. Avessos ao rock inspirado nas guitarras, os OMD queriam, acima de tudo, uma designação que os afastasse da cena punk da altura. E é com algum humor à mistura que Andy diz que teriam pensado um pouco melhor se soubessem que iriam carregar este "nome estúpido" durante 35 anos.

domingo, dezembro 29, 2013

playlist temática: let it snow (ou "telediscos-com-neve")

Depois der ver pela enésima vez o teledisco de Last Christmas, dei por mim a elaborar mentalmente uma lista de telediscos em que aparece neve. Cheguei ao número simpático de dez, contando, obviamente, com o tema dos Wham. Aqui estão eles por ordem perfeitamente aleatória.

wham! - last christmas

Começamos esta viagem pelas curtas-metragens musicais nevosas com um dos principais êxitos de sempre da pop natalícia. Os Wham! (ou a máquina promocional por trás deles) acertaram em cheio no argumento e respetivo cenário do teledisco de Last Christmas, apontando para um público sedento de dramas passionais impossíveis: o rapaz reencontra a rapariga, um ano após terem andado embrulhados um no outro, só que, ao que parece, nada volta a ser como dantes. O resto da história é conhecida, mas podem recordá-la no primeiro texto que escrevi para a rubrica "A miúda do teledisco". O cenário é uma estância de inverno na Suiça chamada Saas-Fee, como se pode ver na inscrição do teleférico que o grupo apanha para chegar à casa no meio do bosque. A imagem aqui reproduzida mostra George Michael em perseguição da miúda, no inverno anterior, quando rebolar na neve ainda valia como prova de amor.

u2 - new year's day

Para filmar New Year's Day, os U2 - ou o realizador Meiert Avis - escolheram Salen, uma das mais populares estâncias de ski na Suécia. Foi aí que raparam um frio do catano, segundo afirma The Edge na biografia oficial do grupo, ao ponto de os quatro cavaleiros que surgem no início do video não serem o quatro rapazes de Dublin, mas sim umas meninas corajosas que não se importaram de servir de "duplos" para que os meninos não tivessem frio. Fraquinhos. As únicas imagens em que são eles mesmos são as do primeiro dia de rodagem em que aparecem a interpretar o tema. Este teledisco foi alvo de rotação intensa numa MTV que tinha pouco mais de um ano de vida.

elton john - nikita

Em Nikita, Elton John enfrenta os pouco simpáticos soldados da antiga RDA, o arame farpado e um frio de congelar a alma, tudo por uma mulher com nome de homem russo. Não estou a brincar: leiam tudo o que descobri sobre este teledisco num texto deste blogue com cerca de sete anos.
Ken Russell foi o realizador do vídeo, que tem lugar muito perto do Muro de Berlim, e cujo objetivo foi o de mostrar como era difícil para um homem do ocidente chegar perto de uma mulher do mundo comunista nos anos 80. Principalmente, usando um chapéu e um penteado daqueles, acrescento eu.

secret service - flash in the night

Os Secret Service eram suecos e, por isso, não precisaram de sair de casa para filmarem um teledisco com neve. Rodado na capital, Estocolmo, A Flash In The Night mostra-nos a banda numa alegre e bem agasalhada caminhada pela margem do lago Mälaren. E há neve, claro, muita neve. Mais adiante, quando surge uma miúda loura a patinar no gelo enquanto da sua boca saem não só um belo sorriso, mas também o ar condensado da sua respiração, o teledisco ganha uma fugaz centelha de interesse, não a suficiente, porém, para afastar a atmosfera de sensaboria gelada que atravessa o teledisco.

bryan adams - run to you

"Eh, pá, podemos filmar isto com esferovite?", terá perguntado Bryan Adams ao perceber que tinha de expor a sua guitarra a temperaturas abaixo de zero. A história não terá sido bem assim, mas lá que aquela neve parece esferovite, lá isso parece. O teledisco foi filmado entre Londres e Los Angeles e ainda contou com imagens ao vivo de um concerto grátis que Bryan deu em Vancouver, no Canadá. A história, esta verdadeira, diz-nos que Bryan e o empresário compraram pizzas e café para oferecer aos fãs que, desde as primeiras horas da madrugada, esperaram na fila para obter o bilhetinho para o concerto. Este vídeo conta com a participação da bela Lysette Anthony, motivo pelo qual escrevi um texto para a rubrica "A miúda do teledisco".

echo & the bunnymen - the cutter

Os Echo & the Bunnymen foram à Islândia para gravar o teledisco, ou parte dele, de The Cutter. O local chama-se Gullfoss ("catarata de ouro", numa tradução à letra) e é basicamente um conjunto de cataratas, algumas das quais chegam a congelar completamente. A capa do álbum Porcupine é uma fotografia da banda presente nesse local. Li aqui que um dos membros (não é especificado qual) quase caiu na catarata. A ligação a que me refiro publica imensos recortes de jornal da época, dando conta da presença da banda de Ian McCulloch no país do fogo e do gelo. Boa sorte com o vosso islandês, já agora.

the cure - pictures of you

Pictures Of You foi filmado no norte da Escócia, num local chamado Glencoe. Roger O'Donnell diz, no seu sítio oficial, que nunca sentiu tanto frio na sua vida, chegando mesmo a lamentar a gravação do vídeo (facto para o qual toda a atmosfera negativa que se vivia entre alguns membros da banda deverá também ter contribuído). Mas o realizador, Tim Pope, decidiu que a localização seria aquela e quando Tim Pope decidia, a banda aceitava. Tal como aceitou o facto de Pope ter colocado um conjunto de palmeiras artificiais para abrilhantar a performance da banda.

a-ha - hunting high and low

E chegamos a um dos telediscos que mais me fascinou nos anos 80: Hunting High And Low, dos noruegueses A-ha. No início, vemos alguém - supostamente o vocalista, Morten Harket, - a caminhar por uma paisagem de neve. Mais tarde, Morten transforma-se em águia, em tubarão e em leão através da técnica, muito avançada na altura (e fascinante para um puto de 12 ou 13 anos), do morphing. A ideia era fazer crer que o amor de um homem pode assumir várias formas só para chegar à mulher que deseja. Realizado por Steve Barron, este foi um teledisco que vi vezes sem conta sempre com o prazer da eterna novidade.

orchestral manoeuvres in the dark - maid of orleans

O cenário para o teledisco de Maid Of Orleans, dos OMD, foi Aldfield, no norte de Inglaterra, mais concretamente em dois sítios chamados Brimham Rocks e Fountains Abbey. As filmagens ocorreram no inverno rigoroso de 1981 e o realizador foi Steve Barron (sim, o mesmo de Hunting High And Low), que convidou Julia Tobin, atriz da Royal Shakespeare Company, para representar o papel de Joana D'Arc. É ela que passeia candidamente a cavalo através de uma paisagem branca e inóspita e é também ela quem joga xadrez com Paul Humphreys, junto à lareira, enquanto Andy McCluskey, à janela, olha a paisagem, interrogando-se "Se Joana D'Arc tivesse um coração, dá-lo-ia a alguém como eu?". Acho que não, Andy.

morrissey - suedehead

O vídeo para o primeiro single a solo de Morrissey foi filmado em Fairmount, no estado norteamericano de Indiana. Morrissey percorre, em autêntica peregrinação turística, a cidade que viu nascer James Dean, uma das suas maiores influências. Vêmo-lo na escola secundária que Dean frequentou, num cruzamento a ler Le Petit Prince e em muitos outros locais que transportam consigo o fantasma do ator. O teledisco está cheio de pormenores deliciosos, desde o tapete que diz "There Is A Light That Never Goes Out" à imagem de um Moz, sorridente, em cima de uma belíssima Indian Chief (para quem é leigo na matéria, como eu, trata-se de uma mota). O último minuto do vídeo mostra um Morrissey sentado junto à lápide do ator que faleceu aos 24 anos, deixando um culto mundial de enorme relevância na cultura popular.

sexta-feira, abril 12, 2013

OMD e The Waterboys em Cascais

A notícia do dia de ontem, para o Queridos Anos 80, foi a realização de mais uma edição do ERP Remember Cascais, a 6 e 7 de setembro deste ano, no Hipódromo Municipal Manuel Possolo.
O autodenominado "The Recycling Festival" operou um autêntico upgrade de qualidade em relação ao ano passado, em que contou com as presenças do ex-vocalista dos UB40, Ali Campbell, a ex-vocalista dos Boney M, Liz Mitchell, o francês FR David, a Sétima Legião, Bonnie Tyler e os alemães Alphaville.
Desta vez, só a presença dos Orchestral Manoeuvres In The Dark e dos The Waterboys são razões mais do que suficientes para paragem obrigatória em Cascais no primeiro fim de semana de setembro.
Lembro que, neste mesmo blogue, a 24 de junho de 2011, se escrevia o seguinte: "É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda." Isto, depois da brincadeirinha de 1 de abril que, em 2008, resolvi fazer. Os astros decidiram, finalmente, alinhar-se de forma a ser possível trazer cá uma das mais importantes bandas da synth-pop dos anos 80!
Quanto aos The Waterboys, a banda de Mike Scott, esses já passaram por Portugal em várias ocasiões, todas elas falhadas pelo Queridos Anos 80. Aqui, tenho de recordar o concerto que devia ter sido, mas nunca o foi, no extinto Pavilhão da Antas, ainda nos anos 80, a propósito do qual escrevi, em 2008, "Waterboys: um trauma que vem de longe". Enquanto há vida, há esperança, como se costuma dizer, e em setembro terei, finalmente, o meu momento Waterboys.
O restante alinhamento apresenta Roger Hodgson, um senhor em palco, que o Queridos Anos 80 teve oportunidade de ver em 2008, os austríacos Opus, cuja Live Is Life ficou como uma das mais cansativas canções da pop-festiva dos anos 80 (perdoem-me os fãs), e ainda os portugueses José Cid e GNR.
A página do festival no facebook já tem informação sobre bilhetes. Para quem não tem página nesta rede social, aqui está a informação atualizada:


Bilhetes à venda a partir de hoje (12/04/2013)
Preço de Lançamento do Passe de 2 dias: 35,00€ 
Love Ticket (Passe de 2 dias - Casal): 50,00€
Ambas as promoções são limitadas aos primeiros 1.000 passes.
Terminada a promoção, o passe geral para o ERP Remember Cascais terá o valor de 50,00 €.
Locais de Venda: Bilheteiraonline.pt, Fnac, CTT, El Corte Inglés, Agência ABEP, Agência Alvalade, Almeida Viagens Alvadade, Posto de Turismo Óbidos, Praia D'EL Rey Marriot Golf & Beach Resort, Hospedaria Louro, Hotel Real d'Óbidos, Albergaria Rainha Santa Isabel, Casa de S. Thiago do Castelo, Posto de Atendimento de Palmela, Biblioteca Municipal de Palmela, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Politeama, Teatro Estúdio Mário Viegas, Coliseu de Lisboa, Teatro Municipal Mirita Casimiro, Auditório Municipal Orlando Ribeiro, Teatro Armando Cortez, Teatro Turim, Teatro Municipal São Luiz, Teatro Municipal Maria Matos.

terça-feira, novembro 22, 2011

Fora do Baralho (ou a entrevista imaginária da Blitz)

A revista Blitz tem uma rubrica chamada "Fora do Baralho", na qual uma celebridade é entrevistada. É um daqueles esquemas de questionátio fixo, de edição para edição, variando apenas o entrevistado. Já que eles não se decidem a entrevistar-me – aviso já que a minha paciência se está a esgotar – decidi adiantar-me. Assim, podem vir aqui ao blogue tirar as respostas e poupam uns trocos no telefone. Algumas perguntas foram adaptadas à identidade deste blogue, que é sobre a música dos anos 80, como já devem ter reparado. Aqui vai disto:

Qual foi o disco dos anos 80 que o deixou assombrado?

Com cinco minutos para pensar, poderia apontar assim uns cinquenta LPs que marcaram a minha vida, mas como quero dar um ar espontâneo à coisa, atiro com Baby, The Stars Shine Bright, dos Everything But The Girl. É simplesmente um disco lindo. Como se não bastasse a voz aveludada da minha querida Tracey Thorn, este disco conta com uma coisa que eu adoro nos disco pop, que são as orquestrações. 10 pontos em 10.

Com que músico não desdenharia trocar de pele?
Já disse por várias vezes, em conversas de amigos, em tertúlias poéticas, em autocarros apinhados de gente, e até mesmo no confessionário, ao senhor padre, que, numa próxima reencarnação, gostava de ser o Bryan Ferry. As pessoas normalmente ficam espantadas e retorquem (do verbo retorquir): "mas tu, com esse charme todo, essa cultura inigualável, essa beleza estonteante, essa simpatia inebriante, para que queres ser tu outro, seu tolo?". Eu faço aquele sorriso modesto que me é tão peculiar e respondo: "para conhecer as miúdas do teledisco do Kiss and Tell".

Que concerto se arrepende mais de não ter visto?

Muito provavelmente o dos Pixies no Coliseu do Porto, na primeira vez que vieram a Portugal, em início dos anos 90. Lembro-me de ter um exame no dia seguinte e ter decidido ficar em casa a estudar (a falta de dinheiro também teve o seu peso, é certo). A minha mãezinha ficou muito orgulhosa de mim e eu quero acreditar que esse passo foi decisivo para que eu terminasse o curso. Quero mesmo acreditar nisso!


Que disco dos anos 80 não consegue apagar do seu leitor de mp3?
A resposta podia ser semelhante à da primeira pergunta, mas agora, só para variar, escolho o Live in the Hothouse, dos The Sound. Este disco está provavelmente entre os três melhores discos ao vivo dos anos 80 (os outros dois são o Under a Blood Red Sky, dos U2, e o 101, dos Depeche Mode). É um registo que reúne toda a genialidade, presença e capacidade de nos emocionar de que só Adrian Borland era capaz. Funciona como um todo perfeito, este álbum.


Que músicos dos anos 80 já o desiludiram?
Acho que os U2 acabaram por me cansar (sim, chamem-me herege!), após terem atingido a perfeição com a trilogia The Unforgettable Fire, The Joshua Tree e Achtung Baby. Não quer dizer que tenham deixado de compor boas músicas, mas perderam aquele rasgo que fazia deles verdadeiramente especiais.

Consegue associar músicas a momentos ou pessoas da sua vida?

Claro que sim. Por exemplo, sempre que ouço I Like Chopin, de Gazebo, ou Souvenir, dos Orchestral Manoeuvres in the Dark, consigo viajar mentalmente até a um tempo de infância despreocupada, inocente e feliz, o tempo dos meus 10, 11, 12 anos, cuja única preocupação era saber se no dia seguinte ia conseguir finalmente completar o cubo mágico (nunca cheguei a conseguir) ou ganhar mais um jogo de futebol no pátio da minha escola (ganhei muitos). Outro exemplo são os Echo & the Bunnymen ou os The Smiths, que me fazem sempre lembrar da primeira vez que me dirigi a uma loja de discos e saí de lá com alguns debaixo do braço (descansem, que foram pagos). Fui com a minha irmã, dividimos o dinheiro, cada um comprou aquilo de que mais gostava, e foi um dia muito feliz.


Que música dos anos 80 não consegue ouvir?

Tenho alguns odiozinhos de estimação. Exemplos? Dirty Diana (Michael Jackson), In The Air Tonight (Phil Collins) ou Live Is Life (Opus). É de perder a esperança na humanidade!

sexta-feira, junho 24, 2011

ANDY MCCLUSKEY (52)

Fundador dos Orchestral Manoeuvres in the Dark, ao lado de Paul Humphreys, Andy McCluskey completa hoje 52 anos. Na sua voz, temas como Enola Gay, Mais of Orleans, Joan of Arc ou If You Leave construiram a história de uma das bandas synth-pop mais fascinantes dos anos 80. Para além de vocalista e compositor, Andy toca baixo e é conhecido por tocar com a viola-baixo ao contrário, ou seja, com as cordas mais grossas em baixo. E porquê? Porque, apesar de ser destro, Andy aprendeu a tocar baixo num modelo destinado a esquerdinos... Em 1989, Humphreys e a restante banda abandonaram o projecto, mas McCluskey prosseguiu sob a designação OMD, tendo gravado, nesta condição, ainda três álbuns. Em 1998, foi o responsável pelo aparecimento da girl band Atomic Kitten, após cuja colaboração, tentou repetir a fórmula com umas tais The Genie Queen, mas sem o mesmo sucesso do grupo anterior. Em 2005, Paul e Andy voltaram a juntar-se e, desde então, os OMD têm percorrido diversos palcos internacionais.

O novo site da banda foi lançado no ano passado, servindo de apoio ao lançamento de History Of Modern (2010), o décimo primeiro álbum de estúdio dos OMD. É lamentável que, com tanto regresso ao nosso país, ainda ninguém se tenha lembrado de trazer a Portugal esta banda. Nos próximos tempos, o mais próximo que estarão do nosso país é na Bélgica, a 30 de Julho.

Em 20 de Junho de 2009, o duo actuou com a Royal Philarmonic Orquestra. É dessa prestação que podem visualizar o seguinte vídeo. A canção interpretada é Joan of Arc.


Repito: para quando os OMD em Portugal?

sábado, fevereiro 27, 2010

PAUL HUMPHREYS (50)

Paul Humphreys completa hoje 50 anos. Uma das vozes dos O.M.D., que fundou em 1978 com Andy McCluskey, podemos ouvi-lo em temas como Secret, Forever Live And Die e o fabuloso Souvenir.

Actualmente, Paul divide a sua actividade musical pelos Orchestral Manoeuvres In The Dark, que voltaram à carga em 2005, e pelos OneTwo, projecto criado com Claudia Brucken, ex-vocalista dos Propaganda, em 2002. Ora aqui está uma boa ideia para um concerto em Portugal: OMD, com primeira parte dos OneTwo. Que tal?

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Duel (XI): Human League vs. Orchestral Manoeuvres in the Dark - ENCERRADO

Os leitores do QA80 preferem os OMD! Concordo que se tratava de um duel complicado (como alguns se queixaram nos comentários), mas assim é que tem piada. Eu próprio votei nos rapazes de Souvenir, mas com uma lágrima no canto do olho, porque também gosto muito dos Human League. De qualquer maneira, a diferença não foi muito acentuada:

1. omd - 32 (56%)
2. human league - 25 (43%)


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Um duelo de pesos-pesados! Difícil escolha! Árdua tarefa! Confronto titânico! (esgotei os lugares-comuns).
Para votar e ouvir (clicar no player com o botão direito do rato para escolher as músicas). Tudo na barra lateral! Thanks!

sábado, março 14, 2009

Cinco canções de amor: empate entre Bryan Adams e Madonna

Pois deu empate. Heaven e Crazy For You serão sempre dois momentos românticos dos anos 80 e os leitores do QA80 mostraram-no precisamente. Ambas as canções obtiveram 17 votos e colocaram Bryan Adams e Madonna lado a lado na primeira posição. A alguma distância, ficou a belíssima Only You, na voz quente de Alison Moyet (Yazoo). Mais longe ficaram Wishing, dos espaciais A Flock Of Seagulls (5 votos) e Secret, dos OMD (2 votos). Esta sondagem surgiu apropósito deste artigo. Obrigado pela vossa participação!

quarta-feira, março 04, 2009

Anos 80: cinco canções de amor

Já passaram mais de quinze dias sobre o dia de S. Valentim, mas não queria deixar de partilhar com os estimados leitores uma actividade que realizei com os meus alunos do 10º ano a propósito do Dia dos Namorados. Levei-lhes cinco canções de amor dos anos 80 - dificíl tarefa a de escolher entre tanta oferta - e, no final, propus-lhes a votação para a sua preferida. As canções eram Only You, dos Yazoo, Crazy For You, de Madonna, Wishing, dos A Flock Of Seagulls, Secret, dos OMD, e Heaven, de Bryan Adams. A mais votada, por esmagadora maioria, foi Heaven, do nosso amigo Bryan Adams. Seguiu-se Madonna com dois votos e os Yazoo com um voto. Não me surpreendeu a votação massiva em Heaven, até porque a maioria dos alunos já a conhecia (provavelmente recuperada numa qualquer telenovela...) e só alguns conheciam Crazy For You. Quanto às restantes três músicas, creio que foi a primeira vez que as ouviram. O que não lhes fez nada mal.

Já agora, proponho também aos estimados leitores que votem na sua preferida destas cinco. Podem fazê-lo na barra lateral, para além de ouvirem os temas naquele novo leitor cinzento que estou a utilizar à experiência... Obrigado pela participação!

terça-feira, abril 01, 2008

Human League e OMD no Festival Marés Vivas!

A notícia ainda carece de confirmação oficial, mas o Queridos Anos 80 está em condições de adiantar: os Human League e os Orchestral Manoeuvres In The Dark estarão no Festival Marés Vivas, que se realizará entre 17 e 19 de Julho, em V.N. Gaia. Depois de Peter Murphy, The Cult, Prodigy e The Doors, estes são os outros dois grandes nomes que a organização anunciava como estando em vias de serem confirmados. Fonte próxima da vereação da cultura da Câmara Municipal de Gaia, assegurou-me que as duas bandas actuarão no mesmo dia, e provavelmente com Prodigy e/ou Peter Murphy e ainda uma banda portuguesa de sonoridades similares. Pessoalmente, preferia vê-los no dia de Peter Murphy... De qualquer maneira, este é mais um sonho meu finalmente tornado realidade: a oportunidade de ver ao vivo duas das mais queridas bandas da pop electróninca dos anos 80. Espera-se confirmação oficial nos próximos dias!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Novo teledisco: OMD - Enola Gay (ao vivo)



Há três razões para ver este teledisco dos Orchestral Manoeuvres in the Dark ao vivo.

Uma: Trata-se de Enola Gay, um dos seus maiores êxitos (talvez o maior, a par do Souvenir) e uma daquelas músicas de que jamais diremos "Eu nunca dancei isto". Porque já, sim senhor.

Duas: Eles estão de volta com a formação original, preparando-se para um novo álbum de originais (notícia no Planeta-Pop, confirmada no site oficial da banda).

Três: Vale a pena ver Andy McCluskey dançar enquanto canta e toca baixo. Se não estivesse agora com uma dorzita na barriga da perna, juro que punha o som no máximo, agarrava na vassoura e me punha aqui a imitá-lo.

terça-feira, novembro 25, 2003

ORCHESTRAL MANOEUVRES IN THE DARK

All I want is to hold your hand, To see the sun and walk the sand



Sempre achei piada à forma como os espanhóis traduzem tudo o que lhes aparece pela frente. Se entrarmos no mundo da música, então temos exemplos verdadeiramente hilariantes. Os Maniobras Orquestales En La Oscuridad são o exemplo-mor do que acabo de dizer. Para nós, apenas OMD, ou Orchestral Manoeuvres In The Dark, os rapazes de blazer e gravatinha que cantavam Enola Gay e Souvenir. São dos grupos que mais despertam a nostalgia dos 80s através daquele pop electrónico limpinho, melódico e muito directo.



Tudo começou num bar de Liverpool chamado Eric's Club, em Agosto de 1978. Este bar era local obrigatório para quem queria descobrir novos talentos na cena musical de Liverpool e, foi, portanto, o palco indicado para os OMD darem o seu primeiro concerto. Os membros fundadores foram Paul Humphreys e Andy McCluskey, que sempre constituíram o núcleo duro do grupo. Outros elementos que atinjiram alguma relevância foram Martin Cooper (teclas e saxofone) e Malcolm Holmes (bateria). Humphreys e McCluskey dividiam as tarefas vocais. Por exemplo, podemos ouvir Humphreys em Souvenir (1981) ou (Forever) Live And Die (1986) e McCluskey em Enola Gay (1980) ou If You Leave (1986). Quatro grandes canções! Já agora, estas e outras fazem parte de uma colectânea - The OMD Singles (1998) - absolutamente obrigatória. A minha canção preferida é Secret. A letra está aqui.



O ano de 1989 marcou a saída de Paul Humphreys do grupo, no que significou para todos nós (falo por 90% dos fans), claro, o fim do grupo. O teimoso do Andy McCluskey lá continuou a gravar pelos anos 90 fora sob a designação OMD. Deve estar parvo o homem.

Aqui vai a lista de álbuns respeitante aos eighties:

Orchestral Manoeuvres In The Dark (1980)
Organisation (1980)
Architecture And Morality (1981)
Dazzle Ships (1983)
Junk Culture (1984)
Crush (1985)
The Pacific Age (1986)
The Best Of OMD (1988)

Para saberem muito mais sobre os OMD podem visitar o site oficial ou esta página, onde é possível, inclusivé, encontrar autênticas raridades para download (em formato vídeo!)

Para finalizar, algumas curiosidades que consegui encontrar:

- If You Leave foi o maior êxito do grupo nos EUA. Esta canção fez parte da banda sonora do filme Pretty In Pink. Não me lembro do título em português.

- O último single escrito pela dupla Humphreys e McCluskey foi Dreaming, de 1988.

- Humphreys e McCluskey foram os senhores por detrás (isto é uma maneira de dizer) das Atomic Kitten. Em 2002, num acto de rara gratidão, foram despedidos a trocados por outros.