domingo, setembro 17, 2023

Queridos Anos 80 - a festa

Aí está a festa Queridos Anos 80 para assinalar a rentrée ao som da música que viu crescer toda uma geração. Será no dia 23 de setembro, no bar do Académico FC (Rua Costa Cabral, Porto), e a entrada é livre. Até sábado!



sexta-feira, julho 07, 2023

QA80 no Piquenique Dançante Sobre a Relva 2023

É já amanhã o primeiro dia do PIQUENIQUE DANÇANTE SOBRE A RELVA 2023, que, este ano, decorre no Parque de São Roque, no Porto, numa produção da Sister Ray. Ar puro, convívio, amigos e família, e muita música a preencher o fim de semana 8 e 9 de julho. Amanhã, há DJ set Queridos Anos Oitenta

As portas abrem às 12h e a entrada é gratuita. Até amanhã!


 

quinta-feira, novembro 25, 2021

Porto Pop Fest: Festival Internacional de Cultura Pop

"A celebration of pop culture books you can dance to" - a frase não podia ilustrar melhor o magnífico evento que irá ter lugar a partir de amanhã, no Porto, e durante três dias. Chama-se Porto Pop (https://portopop.pt/) e junta um conjunto de autores consagrados de livros sobre a música que nos une e nos salva todos os dias. A não perder.

Para além da website oficial, todos os pormenores na página do facebook do evento.



domingo, novembro 21, 2021

Maria Guinot - Essa Palavra Mulher

Ontem, no mercado do Jardim do Marquês, comprei este LP de Maria Guinot, uma edição de autor de 1988, com arranjos e direção musical de Pedro Osório e produção deste e da própria Maria Guinot. Com a participação de Fernando Tordo e Paulo de Carvalho, Essa Palavra Mulher foi o primeiro álbum da responsável pelo tema mais belo alguma vez escrito para o Festival da Canção. Falo, evidentemente, de Silêncio E Tanta Gente

Uma curiosidade: a contracapa do LP traz impresso um soneto intitulado Herança, que, deduzo, seja da autoria da própria Maria Guinot. O tom é de revolta contra um certo status quo (musical?) do qual a cantautora se recusa a fazer parte.

Herança

Herdeira das invejas pequeninas

da estreiteza das ideias apressadas

das maneiras subtis tornadas finas

do escuro das decisões envenenadas


herdeira de mil fados bafientos

do espartilho de caminhos tortuosos

e de rumos quase podres, lamacentos

e de rostos que se vergam, untuosos


herdeira de um mercado de valores

que passam por benesses, por favores

e processos que, por vezes, não entendo!


Esta herança consciente rejeitei

e aqui deixo expresso o grito que lancei:

herdeira disto? Não! Eu não me vendo!

sexta-feira, junho 11, 2021

45 rotações (XVI)

 

Paulo Alexandre
Aquela Cativa



Falamos em Paulo Alexandre e lembramo-nos imediatamente desse mega-sucesso da música ligeira portuguesa dos anos 80 chamado Verde Vinho e do refrão Vamos brindar com vinho verde que é do meu Portugal... e por aí fora.

Foi precisamente a propósito de Portugal, do seu dia ontem celebrado, mas também de Camões e das Comunidades Europeias, que recuperei dos meus arquivos um single em que Paulo Alexandre tem uma incursão pela literatura portuguesa, interpretando poemas de Luís da Camões e de Florbela Espanca. É curioso o facto de o single ter o título "Paulo Alexandre Canta Camões", ignorando a pobre Florbela, que aparece no lado B.

O Lado A apresenta, então, Aquela Cativa e o lado B Alma Perdida. O single tem a produção de António Sala, que também é responsável pela música do lado B. O lado A é creditado a Ana Paula Carreira (fez parte dos Bric A Brac, grupo que chegou a participar no Festival da Canção)

Esta é uma estreia mundial (wow!) no You Tube. Senhoras e senhores, Paulo Alexandre Canta Camões (e Florbela Espanca!)






domingo, maio 02, 2021

Depressão Total


No final da década de 80, uma banda oriunda de Vila Nova de Gaia prendeu a minha atenção. Chamavam-se Depressão Total e eram passagem recorrente nas rádios-pirata que preenchiam o éter da região do Porto. Em 1989, participaram no 6.º concurso de música moderna portuguesa do Rock Rendez-Vous e, dois anos depois, editaram o único álbum de originais da carreira, com o título Nova Crença.

Cheguei a vê-los ao vivo na discoteca Rock's, numa tarde ensolarada, com magnífica vista para a cidade do Porto. Portavam-se muito bem em palco e as músicas, não sendo portentos de originalidade, eram o suficientemente cativantes (ou catchy, como se diz em inglês) para reunir uma fiel legião de fãs. Eu era um deles.

A foto que acompanha esta publicação foi retirada da página de Facebook da banda, que mantém alguma atividade. Em 2016, houve mesmo um concerto de comemoração dos 25 anos dos Depressão Total, no bar Heaven's, no Porto.

Do meu arquivo de cassetes, consta um registo, com sonoridade ainda crua, de quatro canções que já não me lembro como chegaram até às minhas mãos. Destes quatro temas, apenas o último não faz parte do LP que editaram.

1. Tentação / 2. Encontro / 3. Pérola / 4. Visões



domingo, abril 11, 2021

Xutos & Pontapés - Cantante (Rádio Comercial) - apresentação '88'

Trago aqui uma edição do programa 'Cantante', da Rádio Comercial, na qual Luis Montez convida Tim e Zé Pedro para apresentarem '88', o quarto álbum da banda.

Estávamos em 1988 e, como fã inveterado dos Xutos, seguia a banda para todo o lado e gravava as suas presenças na rádio, como é exemplo este vídeo.

Tenho a gravação em cassete e resolvi passar isto ao digital. É uma boa recordação para todos os fãs dos Xutos.



quinta-feira, abril 01, 2021

Xutos & Pontapés: bilhetes da tour 88

Foi neste dia, há 33 anos, que os Xutos & Pontapés deram o segundo de dois concertos em Matosinhos, incluídos na digressão do álbum '88'. Foi na Discoteca Koolkat, que, mais tarde, viria a chamar-se Cais 447. Como fã inveterado da banda, que ia a todos os concertos deles na área metropolitana do Porto, estive nos dois. Ainda guardo os bilhetes.

'já sei que hei de arder na tua fogueira / mas será sempre sempre à minha maneira'



sexta-feira, fevereiro 26, 2021

45 rotações (XV)

S.A.R.L.
Self-Made Man


 Os S.A.R.L. - Sociedade Artística e Recreativa Lusitana - surgiram em finais dos anos 70 pela mão de Pedro Osório, Carlos Alberto Moniz e Samuel. Editaram uns 3 ou 4 singles e participaram em duas edições do Festival RTP da Canção.

Self-Made Man foi um desses singles, editado em 1979, e que traz no lado B (ou 2, como se pode ver na contracapa), o curioso tema Poema do Pária Perante a Mercearia, uma autêntica ode às lutas das classes trabalhadoras e desfavorecidas de um Portugal ainda a dar os primeiros passos numa democracia imberbe. Segue-se o vídeo com as duas canções e a letra da canção do lado 2.



Processem o aroma do café e as andorinhas

Que comem, não pagam renda e são um péssimo exemplo!

 

Cheira a café, cheira a chá

Mas quando o cheiro me chama

A chaleira não se acha, cheira a enchidos de fama

Cheira a chouriça, a bolacha

Eu tenho a fome em pijama

E a cama não se despacha

 

Chega-me o cheque, choca sem me chocar com os dentes

Esse cheiro que me toca sem o cheque que me abone

Deixa-me água na boca

Onde os dentes entre dentes vão tocando xilofone

 

E enquanto aguento no gueto uma sopa que se coma

Os garfos das palavras que eu espeto são farpas que se cravam na redoma

 

Eu tenho a refeição no calabouço

O emprego na corda bamba

 

Minha fruta é o caroço carimbado de caramba

Meu valor é o alomba

Minha cama é a tarimba

Minha tarefa é a tromba de que em mim se marimba

Dando embora de presente caricatas vinte latas de bondade portuguesa

Que faz a correspondente comovente

Propaganda da empresa

Que de verbas se governa

E que o verbo nos coarta

Que se parta de fraterna

E despede que se farta

Na porca da hipocrisia

Que nos parte e não se importa

Eu à porta do negócio da cidade, do consócio

A cheirar a mercearia

 

Cheira a café, cheira a chá

Mas quando o cheiro me chama

A chaleira não se acha, cheira a enchidos de fama

Cheira a chouriça, a bolacha

Eu tenho a fome em pijama

E a cama não se despacha

 

Minha fruta é o caroço carimbado de caramba

Meu valor é o alomba

Minha cama é a tarimba

Minha tarefa é a tromba de que em mim se marimba

Eu à porta do negócio da cidade, do consócio

A cheirar a mercearia

sábado, abril 25, 2020

45 rotações (XIV)

Robot Jukebox Band
Sábado à Noite

Numa tarde de arquelogia musical, na loja Muzak (Porto), chegou-me às mãos este single de 1981. A Robot Jukebox Band é a criação de um homem só, Rui de Castro Guimarães, que viveu a cena punk em Londres, criou a Warm Records, uma espécie de editora/distribuidora caseira onde o músico se ocupava de todas as funções, e ainda teve tempo para encarnar a figura do pirata da música portuguesa, numa história curiosa que agora não tem lugar neste texto.
O design da capa do disco é da responsabilidade da mulher do músico, Mary Harrison Goudie. Curioso - e irónico - é o aviso que, no canto superior esquerdo, nos alerta para o facto de "A venda deste disco só é legal com o selo-branco anti-pirata. Exija qualidade e legalidade!".
O lado A é cantado em português e narra esse ato perfeitamente universal de ir buscar a miúda de carro e levá-la a sair à noite. O lado B é cantando num inglês pouco percetível. A sonoridade eletrónica soa muito a home made e é por isso que este disco é uma preciosidade nos obscuros caminhos da música portuguesa dos anos 80.


Sábado à noite
Deixa o trabalho
Eu vou buscá-la no carro
Vamos jantar e para boite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

Sábado à noite
Deixa o trabalho
Eu vou buscá-la no carro
Vamos jantar e para boite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

Sábado à noite
Calça os stiletto
Liga na perna
Meia de rede
Saia vermelha
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite
Vamos dançar o rock ‘n’ roll
Vamos dançar o rock ‘n’ roll toda a noite

quinta-feira, janeiro 23, 2020

45 rotações (XIII)

Heróis do Mar
Amor / Pasión

Os Heróis do Mar estão por direito próprio na história da pop-rock portuguesa com um conjunto de canções que marcaram a primeira metade dos anos 80 e não precisavam, digo eu, de ter feito esta brincadeira poliglota (na verdade, é só biglota) - um single (felizmente!) limitado a 2000 exemplares, que foi oferecido com o 12" polegadas "Heróis do Mar". De um lado, em inglês, Amor (Hap Hap Happy Day). Do outro, em espanhol, Pasión. Não sei qual das duas versões me causa mais urticária. É ouvir e avaliar. Serve como documento fofinho de uma época e atesta o desígnio nacional de que heróis do mar português querem-se mesmo é a cantar na língua de Camões.


quarta-feira, janeiro 08, 2020

45 rotações (XII)

Helena Isabel
Porta Aberta

Helena Isabel, a locutora de continuidade - entre outras personagens - do mítico O Tal Canal, também editou discos. Não foram muitos, é verdade, que a sua verdadeira vocação estava virada para as luzes, câmaras e... ação. Como ela mesma diz numa entrevista que anda pelos youtubes desta vida, a música sempre foi um complemento para a sua carreira de atriz, por isso nunca quis ser verdadeiramente uma rainha dos tops de vendas de singles ou LPs. Ainda assim, participou em mais do que uma edição do Festival RTP da Canção quer a solo quer fazendo parte do Quinteto Paulo de Carvalho.
Este 45 rotações, Porta Aberta, que pode ser escutado aqui em baixo, foi editado em 1983 e conta com letra de Nuno Gomes dos Santos e música de José Calvário.