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quarta-feira, março 06, 2024
Queridos Anos 80 - a festa
domingo, outubro 01, 2023
domingo, setembro 17, 2023
Queridos Anos 80 - a festa
terça-feira, setembro 12, 2023
quinta-feira, agosto 31, 2023
Live is life: concertos em setembro
sexta-feira, julho 07, 2023
QA80 no Piquenique Dançante Sobre a Relva 2023
segunda-feira, junho 26, 2023
Live is life: concertos em julho
sábado, junho 03, 2023
Thomas Anders (Modern Talking) e Sandra em Portugal
quinta-feira, junho 01, 2023
sexta-feira, outubro 28, 2022
quinta-feira, novembro 25, 2021
Porto Pop Fest: Festival Internacional de Cultura Pop
"A celebration of pop culture books you can dance to" - a frase não podia ilustrar melhor o magnífico evento que irá ter lugar a partir de amanhã, no Porto, e durante três dias. Chama-se Porto Pop (https://portopop.pt/) e junta um conjunto de autores consagrados de livros sobre a música que nos une e nos salva todos os dias. A não perder.
Para além da website oficial, todos os pormenores na página do facebook do evento.
domingo, novembro 21, 2021
Maria Guinot - Essa Palavra Mulher
Ontem, no mercado do Jardim do Marquês, comprei este LP de Maria Guinot, uma edição de autor de 1988, com arranjos e direção musical de Pedro Osório e produção deste e da própria Maria Guinot. Com a participação de Fernando Tordo e Paulo de Carvalho, Essa Palavra Mulher foi o primeiro álbum da responsável pelo tema mais belo alguma vez escrito para o Festival da Canção. Falo, evidentemente, de Silêncio E Tanta Gente.
Uma curiosidade: a contracapa do LP traz impresso um soneto intitulado Herança, que, deduzo, seja da autoria da própria Maria Guinot. O tom é de revolta contra um certo status quo (musical?) do qual a cantautora se recusa a fazer parte.
Herança
Herdeira das invejas pequeninas
da estreiteza das ideias apressadas
das maneiras subtis tornadas finas
do escuro das decisões envenenadas
herdeira de mil fados bafientos
do espartilho de caminhos tortuosos
e de rumos quase podres, lamacentos
e de rostos que se vergam, untuosos
herdeira de um mercado de valores
que passam por benesses, por favores
e processos que, por vezes, não entendo!
Esta herança consciente rejeitei
e aqui deixo expresso o grito que lancei:
herdeira disto? Não! Eu não me vendo!
sexta-feira, junho 11, 2021
45 rotações (XVI)
Falamos em Paulo Alexandre e lembramo-nos imediatamente desse mega-sucesso da música ligeira portuguesa dos anos 80 chamado Verde Vinho e do refrão Vamos brindar com vinho verde que é do meu Portugal... e por aí fora.
Foi precisamente a propósito de Portugal, do seu dia ontem celebrado, mas também de Camões e das Comunidades Europeias, que recuperei dos meus arquivos um single em que Paulo Alexandre tem uma incursão pela literatura portuguesa, interpretando poemas de Luís da Camões e de Florbela Espanca. É curioso o facto de o single ter o título "Paulo Alexandre Canta Camões", ignorando a pobre Florbela, que aparece no lado B.
O Lado A apresenta, então, Aquela Cativa e o lado B Alma Perdida. O single tem a produção de António Sala, que também é responsável pela música do lado B. O lado A é creditado a Ana Paula Carreira (fez parte dos Bric A Brac, grupo que chegou a participar no Festival da Canção)
Esta é uma estreia mundial (wow!) no You Tube. Senhoras e senhores, Paulo Alexandre Canta Camões (e Florbela Espanca!)
domingo, maio 02, 2021
Depressão Total
No final da década de 80, uma banda oriunda de Vila Nova de Gaia prendeu a minha atenção. Chamavam-se Depressão Total e eram passagem recorrente nas rádios-pirata que preenchiam o éter da região do Porto. Em 1989, participaram no 6.º concurso de música moderna portuguesa do Rock Rendez-Vous e, dois anos depois, editaram o único álbum de originais da carreira, com o título Nova Crença.
Cheguei a vê-los ao vivo na discoteca Rock's, numa tarde ensolarada, com magnífica vista para a cidade do Porto. Portavam-se muito bem em palco e as músicas, não sendo portentos de originalidade, eram o suficientemente cativantes (ou catchy, como se diz em inglês) para reunir uma fiel legião de fãs. Eu era um deles.
A foto que acompanha esta publicação foi retirada da página de Facebook da banda, que mantém alguma atividade. Em 2016, houve mesmo um concerto de comemoração dos 25 anos dos Depressão Total, no bar Heaven's, no Porto.
Do meu arquivo de cassetes, consta um registo, com sonoridade ainda crua, de quatro canções que já não me lembro como chegaram até às minhas mãos. Destes quatro temas, apenas o último não faz parte do LP que editaram.
1. Tentação / 2. Encontro / 3. Pérola / 4. Visões
domingo, abril 11, 2021
Xutos & Pontapés - Cantante (Rádio Comercial) - apresentação '88'
Trago aqui uma edição do programa 'Cantante', da Rádio Comercial, na qual Luis Montez convida Tim e Zé Pedro para apresentarem '88', o quarto álbum da banda.
Estávamos em 1988 e, como fã inveterado dos Xutos, seguia a banda para todo o lado e gravava as suas presenças na rádio, como é exemplo este vídeo.
Tenho a gravação em cassete e resolvi passar isto ao digital. É uma boa recordação para todos os fãs dos Xutos.
quinta-feira, abril 01, 2021
Xutos & Pontapés: bilhetes da tour 88
Foi neste dia, há 33 anos, que os Xutos & Pontapés deram o segundo de dois concertos em Matosinhos, incluídos na digressão do álbum '88'. Foi na Discoteca Koolkat, que, mais tarde, viria a chamar-se Cais 447. Como fã inveterado da banda, que ia a todos os concertos deles na área metropolitana do Porto, estive nos dois. Ainda guardo os bilhetes.
'já sei que hei de arder na tua fogueira / mas será sempre sempre à minha maneira'
sexta-feira, fevereiro 26, 2021
45 rotações (XV)
Os S.A.R.L. - Sociedade Artística e Recreativa Lusitana - surgiram em finais dos anos 70 pela mão de Pedro Osório, Carlos Alberto Moniz e Samuel. Editaram uns 3 ou 4 singles e participaram em duas edições do Festival RTP da Canção.
Processem o aroma do café e as andorinhas
Que comem, não pagam renda e são um péssimo exemplo!
Cheira a café, cheira a chá
Mas quando o cheiro me chama
A chaleira não se acha, cheira a enchidos de fama
Cheira a chouriça, a bolacha
Eu tenho a fome em pijama
E a cama não se despacha
Chega-me o cheque, choca sem me chocar com os dentes
Esse cheiro que me toca sem o cheque que me abone
Deixa-me água na boca
Onde os dentes entre dentes vão tocando xilofone
E enquanto aguento no gueto uma sopa que se coma
Os garfos das palavras que eu espeto são farpas que se cravam na redoma
Eu tenho a refeição no calabouço
O emprego na corda bamba
Minha fruta é o caroço carimbado de caramba
Meu valor é o alomba
Minha cama é a tarimba
Minha tarefa é a tromba de que em mim se marimba
Dando embora de presente caricatas vinte latas de bondade portuguesa
Que faz a correspondente comovente
Propaganda da empresa
Que de verbas se governa
E que o verbo nos coarta
Que se parta de fraterna
E despede que se farta
Na porca da hipocrisia
Que nos parte e não se importa
Eu à porta do negócio da cidade, do consócio
A cheirar a mercearia
Cheira a café, cheira a chá
Mas quando o cheiro me chama
A chaleira não se acha, cheira a enchidos de fama
Cheira a chouriça, a bolacha
Eu tenho a fome em pijama
E a cama não se despacha
Minha fruta é o caroço carimbado de caramba
Meu valor é o alomba
Minha cama é a tarimba
Minha tarefa é a tromba de que em mim se marimba
Eu à porta do negócio da cidade, do consócio
A cheirar a mercearia
sábado, abril 25, 2020
45 rotações (XIV)
Sábado à Noite
Numa tarde de arquelogia musical, na loja Muzak (Porto), chegou-me às mãos este single de 1981. A Robot Jukebox Band é a criação de um homem só, Rui de Castro Guimarães, que viveu a cena punk em Londres, criou a Warm Records, uma espécie de editora/distribuidora caseira onde o músico se ocupava de todas as funções, e ainda teve tempo para encarnar a figura do pirata da música portuguesa, numa história curiosa que agora não tem lugar neste texto.
O design da capa do disco é da responsabilidade da mulher do músico, Mary Harrison Goudie. Curioso - e irónico - é o aviso que, no canto superior esquerdo, nos alerta para o facto de "A venda deste disco só é legal com o selo-branco anti-pirata. Exija qualidade e legalidade!".
O lado A é cantado em português e narra esse ato perfeitamente universal de ir buscar a miúda de carro e levá-la a sair à noite. O lado B é cantando num inglês pouco percetível. A sonoridade eletrónica soa muito a home made e é por isso que este disco é uma preciosidade nos obscuros caminhos da música portuguesa dos anos 80.
quinta-feira, janeiro 23, 2020
45 rotações (XIII)
Os Heróis do Mar estão por direito próprio na história da pop-rock portuguesa com um conjunto de canções que marcaram a primeira metade dos anos 80 e não precisavam, digo eu, de ter feito esta brincadeira poliglota (na verdade, é só biglota) - um single (felizmente!) limitado a 2000 exemplares, que foi oferecido com o 12" polegadas "Heróis do Mar". De um lado, em inglês, Amor (Hap Hap Happy Day). Do outro, em espanhol, Pasión. Não sei qual das duas versões me causa mais urticária. É ouvir e avaliar. Serve como documento fofinho de uma época e atesta o desígnio nacional de que heróis do mar português querem-se mesmo é a cantar na língua de Camões.





















